Religiões e bioética asiáticas a partir da China. Algumas notas reflexivas

  • Leo Pessini Centro Universitário São Camilo-SP
Palavras-chave: Bioética, China, Religião, Ásia

Resumo

Síntese: O objetivo do presente artigo é de suscitar algumas reflexões bioéticas a partir do mundo Asiático, especificamente da China continental, com sua cultura, história e tradições multimilenárias. Nosso referencial se faz a partir de viagens culturais e da participação em quatro Congressos Mundiais de Bioética realizados na Ásia e de leituras a partir de questões socioculturais, políticas e de direitos humanos. Quando se fala da China, hoje, pensamos na grandeza geográfica, cultura milenar, com sua fantástica muralha, que em tempos passados a protegia de invasões, país mais populoso do planeta, com mais de 1,3 bilhão de pessoas e passando hoje por um crescimento econômico espantoso, que em breve a colocará como a primeira economia mundial, segundo economistas ocidentais. Para contextualizarmos nossa reflexão e situar o leitor, nosso ponto de partida apresenta alguns aspectos socioculturais, políticos e históricos da China, com referências rápidas a Taiwan e ao Tibete. Seguimos decodificando em que consiste a chamada “política do filho único” e a condição da mulher, bem como o massacre da Praça Tiananmen, em 1989. Impossível compreender os valores culturais e o estilo de vida chineses, sem saber algo das “maiores” religiões chinesas – Confucionismo, Taoísmo e Budismo –, que, para nós ocidentais, soam mais como filosofias de vida do que religiões propriamente. Finalmente, perguntamo-nos o que podemos aprender desse mundo tão diverso e diferente de nossa cultura ocidental.

Palavras-chave: Bioética. China. Religião. Ásia.

Abstract: The purpose of this article is to raise some bioethical reflections about the Asian world, in particular about mainland China, with its multimillennial culture, history and traditions. Our data results from a series of cultural trips and participation in four World Congresses on Bioethics held in Asia as well as from the literature on socio-cultural, political and human rights. When speaking of China, today, we think of its geographical greatness, its ancient culture, its fantastic wall that, in the past, protected it from invasions. China is the most populous country in the world, with over 1.3 billion people and currently going through a period of astonishing economic growth, which, according to Western economists, will soon make of it the first economy in the world. To contextualize our reflection and situate the reader, we start by presenting some socio-cultural, political and historical aspects of China, with a brief reference to Taiwan and Tibet. Next, we will explain what the so-called “one-child policy” actually means, will examine the status of Chinese women and look at the Tiananmen Square massacre in 1989. It is impossible to understand the Chinese cultural values and lifestyle, without knowing something about its “major” religions - Confucianism, Taoism and Buddhism - that, for us Westerners, sound more like life philosophies than religion itself. Finally, we ask ourselves what we can learn from this world so diverse and different from our Western culture.

Keywords: Bioethics. China. Religion. Asia.

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Biografia do Autor

Leo Pessini, Centro Universitário São Camilo-SP
Pós-doutor pela Universidade de Edinboro – Instituto de Bioética James F. Drane, Pensilvânia, EUA; Doutor em Teologia/Bioética; Pós-graduado em Clinical Pastoral Education and Bioethics, St Luke’s Medical Center; Docente do Programa Stricto sensu em bioética (Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado) do Centro Universitário São Camilo-SP, Brasil. Atualmente, Superior Geral dos Camilianos.

Referências

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Publicado
2015-08-14
Como Citar
Pessini, L. (2015). Religiões e bioética asiáticas a partir da China. Algumas notas reflexivas. Revista Eclesiástica Brasileira, 75(299), 658-681. https://doi.org/10.29386/reb.v75i299.305