CHAMADA DE PUBLICAÇÃO – 2022/2023

2020-03-04

Explicitando os temas:

2022

No 322 (Maio – Agosto/2022) – Teologia e organização social

A relação entre Teologia e Organização social alude ao ideal de convivência fraterna, em busca da justiça. Uma urgência se coloca: em que as pessoas de fé e espiritualidade e/ou as igrejas, em particular ou como um todo, podem contribuir para o bem da sociedade humana e o que podem aprender da experiência alheia. Não parece aleatório perguntar: em função de qual fim último se organizam as sociedades ou a sociedade humana? Que valores básicos as mobilizam: verdade, liberdade, democracia, cidadania, dignidade humana? Que fundamentos éticos originam seus costumes? Sobre quais pressupostos é assentado o estado leigo/laico? No Brasil, por ocasião de 200 anos de autonomia, que balanço se poderia fazer em termos de ganhos humanitários e em que a raiz religiosa contribuiu (ou não) ou poderá contribuir no presente e no futuro para o bem-estar comum? Que balanço se poderia fazer da experiência sob um regime de união dos poderes civil e religioso e sob o regime de separação destas esferas de poder? Que juízo teológico se poderia fazer da atual conjuntura social? De onde provêm os fundamentalismos, os autoritarismos, as polarizações, os negacionismos, os sintomas de barbárie hoje reemergentes? Que sinais de esperança podem ser vislumbrados? Que propostas urgem ser evidenciadas? Por que a urgência de repensar uma relação econômica mais equitativa e justa? Por que repensar a educação? Por que falar com sabedoria e ensinar com amor é uma proposta profética? Com quem ou de quem podemos aprender (experiências de repressão x liberdade/fidelidade)? – Eis algumas indicações em função do espaço público como espaço teológico e possibilidade de reunirmos significativas contribuições.

 

No 323 (Setembro – Dezembro/2022) – Igreja católica e pandemia

É tempo de balanço. Mas, balanço do hoje, em função do amanhã. Partindo da dramática experiência da pandemia, certamente não será possível não levar em conta os desafios que daí se originaram e as respostas que foram ou que ainda estão sendo dadas. Independentemente de qualquer diferenciação, o covid-19 (com suas variantes) possibilitou-nos perceber com meridiana clareza que todos nos encontramos como em um mesmo barco, no mesmo caminho. Mas foi só desta evidência que a pandemia fez com que todos (a maioria?) tomassem consciência? O que mais escancarou ou nos permitiu observar a respeito da sociedade humana, de sociedades particulares, de igrejas, de pessoas? Que oportunidades e que desafios escancarou em função da convivência humana? O que nos fez relativizar e que perguntas fez brotar? Que respostas conseguimos dar e a que nível? Como conseguimos, se conseguimos, evidenciar a relação entre fé e ciência? Que sinais tocantes a pandemia nos possibilitou protagonizar, testemunhar, admirar? Como nos colocamos diante da morte? O que sonhamos ou imaginamos por vida? Como relacionamos fé e religião? Como representar o “silêncio” de Deus e a nós mesmos? Que novas perspectivas se abrem para a evangelização? O que urge renovar?

 

No 324 (Janeiro – Abril/2023) – A mulher na sociedade e na Igreja

No início era mãe e pai... Assim, poderíamos imaginar, simbolicamente, cada alvorecer. Mas, no palco da história, geral, local ou particular, ora somamos ora subtraímos forças. Outras vezes medimo-las. E, a partir destas e de outras bases estabelecemos direitos, tradições, inclusões e discriminações. A partir desta indicação geral, pontualizando, alguém pode perguntar: que espaço ocupa a mulher, hoje, dinamicamente, na sociedade (ou em quaisquer de seus segmentos) e na Igreja católica, em outras igrejas ou até na religião, em geral? Em se tratando da Igreja católica e em vista da sinodalidade e partilha de ministérios, esta revista gostaria de ouvir, sobretudo, a voz (pela escrita) das mulheres: como se percebem (no geral ou/e no particular), que possibilidades vislumbram, com que entraves se deparam em vista da dignidade humana e, praticamente, em vista de uma participação diferenciada, mas não discriminatória, na Igreja católica ou em outras igrejas, na administração, na tomada de decisões, na educação, na teologia, na evangelização em todas as áreas, afinal. Que sonhos acalentar em vista de plena comunhão e participação? A mulher na sociedade e na Igreja – perspectivas.

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