CHAMADA DE PUBLICAÇÕES – 2019-2020

Apresentações - Presentations  

 I. 2019

No 312 (Janeiro-abril) – Sacramentos e antropologia

A chamada de publicação para esse tema, sem restringir o assunto, deseja ressaltar o chão antropológico dos sacramentos. Deseja apreciar a celebração e a linguagem ritual culturalmente inserida no contexto de relações humanas e de sua simbologia pessoal e social. Incentiva a valorizar o tangível, o perceptível, o material enquanto fator humano, aberto à polivalência de sentido. Deseja reinventar a linguagem da fé. Chama para frente a formação presbiteral e o exercício de sua missão. Assunto, preferido, certamente para pessoas que se ocupam com antropologia teológica e liturgia, embora não somente. – E, ainda há tempo hábil para envio de textos...

 Prazo para encaminhamento de textos (prorrogado): até 15 de março 2019.

 

No 313 (maio-agosto) – Papa Francisco: rumos da Igreja católica

A sugestão é a de recolher constatações, fazer análises, avaliações e delineamento de perspectiva. Em termos amplos: pensar responsavelmente a missão da Igreja católica, hoje, sob o pontificado do Papa Francisco, na perspectiva que nos oferecem os primeiros anos (6) de seu pontificado. A Igreja católica refaz, recria sua referência fontal a Jesus Cristo, boa nova de Deus? Busca e consegue atualizar o testemunho em prol do Reino de Deus? Ela, no estímulo de Francisco, responde aos anseios e desafios dos tempos atuais, de seus próprios membros e, podemos acrescentar, das pessoas do mundo de hoje? Ou seja, consegue fazer a ponte entre o ser humano atual e o mistério de Jesus Cristo, em termos gerais e particulares? Se e quais resistências encontra o Papa Francisco? Que poder detém a resistência? Que razões movem seus líderes? Que razões movem o Papa Francisco? Quais perspectivas de evangelização emergem? Onde/como se encontra o destinatário da evangelização (nós também)? O Papa Francisco faz jus ao nome que escolheu? Como se pode ajudar o Papa?

 Prazo final para encaminhamento de textos: 15 de abril de 2019.

 

No 314 (setembro-dezembro) – Laicidade, igrejas e política no Brasil

A sugestão é a de estimular a elaboração e o envio de textos que articulem a convivência humana no espaço público-cultural brasileiro. A REB, para esse número, propõe textos que ou descrevam (ver) atuais concepções de mundo, ou proponham teses que conjuguem a riqueza e o desafio de se conviver humana e cristãmente na pluralidade de pensamentos, definições e instituições no âmbito do espaço sócio-religioso-cultural, denominado Brasil. Conseguimos conjugar o ideal de laicidade com a confessionalidade de igrejas cristãs e de pessoas aconfessionais? É possível, e, se é, a partir de quais perspectivas e práticas administrar o convívio com o outro, com o diferente de nós mesmos? O que se entende por laicidade? Que valor é esse? Como é/foi sua gênese? Quais são as perspectivas e as ameaças a esse entendimento? Este campo temático é amplo e este dossiê pretende acolher textos que discutam articulações que envolvam Igrejas e Política no Brasil, a partir do paradigma da laicidade do Estado.

Prazo final para encaminhamentos de textos: 31 de julho de 2019.

 

II. 2020

No 315 (janeiro-abril) – Evangelização e mídias

Em nossos dias, grande parte das pessoas se comunica através dos meios que, resumidamente, são denominados mídias. Uma denominação neutra, que aponta para os atuais meios (sempre dinâmicos em sua geração) que possibilitam – e hoje, multiplicam, agilizam e globalizam em tempo real ou quase – a comunicação humana e as derivações que daí emanam. Uma das derivações pode ser relacionada à evangelização, enquanto testemunho e anúncio explícito da Boa Nova da Salvação em Jesus Cristo. Se as mídias de que nos servimos também selecionam, condicionam e multiplicam os modos de comunicação, influenciam as pessoas. Pode-se comprovar esta afirmação? Que possibilidades e limites apresentam? Se não é difícil prescindir delas, é possível cultivar autonomia e liberdade com e nas mídias? Ao pensar o ser humano encontram-se motivos para admiração e alarme ao mesmo tempo? Enfim, evangelização e mídias combinam? As mídias são instrumento neutro? Que mundo novo ajudam a vislumbrar? Para onde desejamos “navegar”? Enfim, este dossiê pretende recolher pesquisas e reflexões onde se pense a evangelização no contexto das chamadas mídias.

Prazo final para encaminhamento de textos: 30 de novembro de 2019

 

No 316 (maio-agosto) – Sínodo pan-amazônico: perspectivas

Em outubro/19 ocorrerá o Sínodo Pan-amazônico. Em grande parte, o objetivo do sínodo diz/disse respeito ao Brasil. De modo particular à Igreja católica. À sua presença ontem, hoje e amanhã nas populações amazônicas, indígenas e ribeirinhas, entre outras (ela é essas populações, também). Particularmente, diz respeito ao modo de sua presença, ao modo que deseja ou quer estar presente. E com a pergunta: quem é a Igreja católica? Qual sua razão de ser, sua missão? Além dessa relação com as populações locais diante do avanço ocidental, o sínodo diz respeito à Casa Comum. Comum a todos os habitantes do planeta Terra. Diz respeito à consciência ecológica, à ecologia humana e integral, à ecoteologia ou à teologia da criação. Temas atuais, candentes...

Mas, por que a proposta de um número com textos sobre o Sínodo Pan-amazônico diversos meses após seu transcurso? A ideia central é a de publicar um dossiê que traga reflexões sobre ou a partir dos resultados do sínodo, que ajude sua interpretação e recepção, que incentive sua aplicação, que mantenha o assunto na ordem do dia, que seja assunto recorrente à missão da Igreja católica naquela área cultural, que a Casa Comum (com os enfoques de ecologia humana e integral) também seja recorrente à igreja toda, bem como a todas as pessoas.

Prazo final para encaminhamento de textos: 15 de abril de 2020

 

 

No 317 (setembro-dezembro) – Cristianismo e sexualidade

É óbvio admitir que o ser humano é sexuado. Uma condição que antecede a qualquer definição política ou religiosa. Uma característica que define nosso ser no mundo, nosso olhar, nosso relacionamento. Um campo privilegiado na compreensão e no exercício do amor. Por ser fundamental, por transcender à razão sem desligar-se dela, por ser da ordem da afetividade, mas não se limitar a ela, é um horizonte de extraordinária riqueza de interpretações, de rituais; é fonte de realização e campo minado por tabus. Portanto, um campo sensível e delicado. Isso vale, portanto, para a abordagem em textos que desejem trazer presente algum aspecto, propor alguma consideração, defender algum ponto de vista. Não como advertência, mas como encorajamento.

Além desses elementos, há que se considerar a evolução cultural. Compreender as mudanças, nos mais diferentes segmentos ou recortes que se queira estabelecer. Como a Igreja, “esperta em humanidade”, na afirmação de Paulo VI, percebeu e valorizou a sexualidade? E, apesar dessa constatação de largo alcance, hoje, não é raro ouvir-se dizer que ela, em seu ensinamento, carece de atualização; que para a grande maioria das pessoas, também católicas, sua voz oficial é apenas mais uma entre muitas no campo da sexualidade e que cada pessoa elabora sua própria síntese e tira suas próprias conclusões... Como e por que a Igreja deveria falar do evangelho da sexualidade, como fez o Papa Francisco ao cunhar expressões como estas: “evangelho da família” e “a alegria do amor”?

Prazo final para encaminhamento de textos: 31 de julho de 2020.

 

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